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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os tipos de alimentos que uma gestante deve consumir

A gestante não deve comer por dois, mas consumir pelos dois os nutrientes essenciais para a saúde da mamãe e do bebê. A palavra-chave é qualidade, não é quantidade.

Há sempre muitas dúvidas em relação à alimentação das mamães que acabam de saber que estão grávidas. Isso é normal, afinal a mãe quer gerar um filho lindo, maravilhoso e saudável. Saiba que não há uma formula mágica de “alimentação para gestante”. Existe sim muitas dicas preciosas para uma alimentação saudável durante toda a gravidez.
  
Lembrando que cada mamãe tem um organismo e só o seu médico ou um nutricionista poderá recomendar uma dieta específica. Portanto, o que vale para a Maria pode não valer para a Fernanda.

Vamos deixar claro que a gravidez não é o momento de comer tudo o que quer e a hora que quiser. A frase “agora tenho que comer por dois porque estou grávida” não é válida. Tá bom, sabemos que a fome aumenta. Se controle!!

Diria que a melhor frase seria “agora tenho que comer pelos dois”, garantindo assim saúde para a mamãe e completo desenvolvimento do bebê. Geralmente, a mulher deve aumentar a ingestão de apenas 200 calorias após o segundo trimestre.

Durante toda a gravidez, a mulher deve comer a cada três horas. Os especialistas recomendam uma alimentação bastante variada e colorida, incluindo seis porções diárias de pães e cereais, de preferência integrais, cinco de frutas e três a quatro porções de legumes e verduras. Além disso, carnes, leite e derivados, sempre variando para assim obter os mais variados minerais e vitaminas que mamãe e bebê precisam. Não se esquecendo de beber pelo menos dois litros de água por dia.

O primeiro trimestre é marcado por um aumento da frequência cardíaca e volume do sangue da mamãe, fase importante de desenvolvimento de partes vitais do bebê, como o sistema nervoso. Nessa fase, a ingestão de ferro, ácido fólico e líquidos são interessantes. Isso não quer dizer que esses componentes são importantes só nessa fase, eles têm que fazer parte de toda a gestação.

A mamãe tendo uma noção do valor de cada nutriente poderá montar pratos de acordo com o seu paladar e com a etapa da gravidez. Pegue a agendinha e anote alguns exemplos.

FERRO: encontrado em carnes, fígado, ovos, feijão e verduras (espinafre, por exemplo). Para melhor absorção do ferro pelo organismo, consuma na mesma refeição alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas e tomate, e evite alimentos ricos em cálcio, como leite e seus derivados, que diminuem a absorção.

ÁCIDO FÓLICO: encontrado em vegetais verde escuros (espinafre, couve, brócolis), cereais e frutas cítricas. O cozimento pelo microondas e altas temperaturas destroem o ácido fólico. Prefira cozinhar no vapor. Já a partir do segundo trimestre de gestação, é hora de se reforçar a ingestão de vitaminas C (age na formação do colágeno – pele, vasos sanguíneos, ossos e cartilagem, além de fortalecer o sistema imunológico da mamãe) e B6 (importante para o crescimento e o ganho de peso do feto e a prevenção da depressão pós-parto) e do mineral e magnésio (favorece a formação e o crescimento dos tecidos do corpo).

VITAMINA C: encontrada nas frutas como kiwi, laranja, morango, melão, melancia, mamão, abacaxi e nas hortaliça (brócolis, pimentões, tomate, couve-flor).
B6: encontrada no trigo, milho, fígado, frango, peixe, leite e derivados, leveduras

MAGNÉSIO: encontrada nas nozes, soja, cacau, frutos do ar, cereais integrais, feijões e ervilhas.
O cálcio e a vitamina D devem ser reforçados no terceiro trimestre, já que o bebê começa a esgotar a reserva da mamãe. O bebê precisa para a sua formação óssea (dentes e ossos). Além disso, auxilia na contração muscular e batimentos cardíacos. Já a mamãe precisa para manter as unhas fortes, os dentes sem cáries, evitar gengivite e câimbras, além de ajudar na produção de leite após o parto.

CÁLCIO: encontrado em leites e derivados, bebidas de soja, tofu, gema de ovo e cereais integrais.

VITAMINA D: encontrada em leite enriquecido, manteiga, ovos e fígado. O banho de sol é essencial para que essa vitamina auxilie na fixação do cálcio nos ossos.
Esses não são os únicos nutrientes que mamãe e bebê precisam durante toda a gravidez. Outros importantes são:

CARBOIDRATOS: fornecem energia para a mamãe e para o desenvolvimento do bebê. Os melhores são os integrais: arroz, pães, macarrão e cereais que são absorvidos mais lentamente e por isso saciam mais a mamãe.

PROTEÍNAS: encontradas em carnes, feijão, leite e derivados. São responsáveis por construir, manter e renovar os tecidos de mamãe e bebê.

LIPÍDEOS: são as gorduras que auxiliam na formação do sistema nervoso central do feto. Encontrados mais em carnes, leite e derivados, abacate, azeite e salmão.

VITAMINA A: ajuda no desenvolvimento celular e ósseo e a formação do broto dentário do feto e na imunidade da gestante. É encontrada no leite e derivados, gema de ovo, fígado, laranja, mamão, couve e vegetais amarelos.

NIACINA (VITAMINA B3): transforma a glicose em energia, mantendo a vitalidade das células maternas e fetais e estimula o desenvolvimento cerebral do feto. É encontrada em verduras, legumes, gema de ovo, carne magra, leite e derivados.

TIAMINA (B1): também estimula o metabolismo energético da mamãe. É encontrada em carnes, cereais integrais, frutas, ovos, legumes e leveduras. 


Fonte: Guia do Bebê

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Assaduras no bebê

Por Paula R. F. Dabus

Ai, minhas dobrinhas estão assadas!
 
Quase todo bebê sofre com as assaduras nas dobrinhas causadas pelas fraldas. E, muitas vezes, os pais não sabem porque elas aparecem nem como fazer para sumir com elas. Para isso nós conversamos com um especialista, o Dr. Calil Farhat, professor titular da disciplina de infectologia para tratamento de pediatria da Escola Paulista de Medicina/ UNIFESP, que vai contar tudo o que os pais precisam saber sobre assaduras.

Para começar, a assadura é conhecida no meio médico como dermatite de fralda, que é um comprometimento da pele que ocorre na raiz da coxa, nas nádegas, na porção baixa do abdômen e na região genital, exatamente na área coberta pelas fraldas.

Essa dermatite se manifesta pelo aparecimento de vermelhidão, inchaço discreto da pele e pode evoluir com pequenas erosões na pele, bolha, ulceração (feridas), que causam mal estar e desconforto para o bebê. 

Segundo o médico, essa é a lesão de pele mais comum em crianças pequenas, atingindo até 35% das crianças nos dois primeiros anos de vida, que correspondem ao período de utilização das fraldas.

Isso acontece porque o uso de fraldas provoca exposição prolongada à urina, o que leva a excessiva hidratação da pele e elevação do seu pH, deixando-a mais sensível. Surge então a assadura, proveniente do contato prolongado da pele com urina e fezes, tornando-a suscetível à fricção com as fraldas e a outros irritantes como resquícios de sabões e detergentes, substâncias encontradas nas fezes e urina, fungos e bactérias.

A assadura está ligada aos cuidados na troca das fraldas, ao tipo de fralda usada e ao uso de calça plástica que facilita o aparecimento dela. A alimentação e a estação do ano também têm influência no aparecimento de assaduras, no verão pela transpiração e no inverno pela dificuldade de perceber se a criança urinou ou evacuou.

E para evitar as assaduras nas dobrinhas do bebê, o Dr. Calil Farhat tem boas dicas. A criança que usa fralda deve ser trocada com bastante freqüência nos primeiros meses de vida, período em que o bebê evacua e urina freqüentemente. É uma maneira de prevenir a dermatite ou evitar o agravamento de uma já existente. 

Se a criança "fez xixi" a fralda deve ser trocada e deve se lavar a criança somente com água morna; se a criança "fez cocô" lavar com água morna e com sabonete de glicerina ou sabonete especial para criança. Depois, se deve enxugar a pele da criança delicadamente com uma toalha sem esfregar, para não provocar atrito com a pele. 

Outras medidas preventivas podem ser tomadas, como por exemplo, usar certos cremes e pomadas que existem à base de óxido de zinco e petrolato, que são substâncias que funcionam como barreira mecânica de proteção à pele, diminuindo a possibilidade do atrito da fralda com a mesma e, além disso, tem uma função de ajuda na reconstrução da pele, quando há a dermatite.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Recém-nascido: 18 cuidados essenciais

 
Por Giuliano Agmont
A expectativa do nascimento do primeiro filho gera ansiedade nos pais. E dúvidas, muitas dúvidas: por que ele não para de chorar, o que fazer para aliviar as cólicas, qual o jeito certo de segurá-lo... Reunimos essas e outras questões e esclarecemos cada uma delas. Assim, você pode aproveitar seus primeiros dias como mãe com mais segurança e tranquilidade.

Perguntas
1. Por que o recém-nascido chora tanto?
O bebê chora porque quer alguma coisa. Os motivos variam: fome, fralda suja, frio, calor, posição desconfortável, incômodo, irritação por barulho ou luz, estresse diante da movimentação de adultos e por aí vai. É claro que, às vezes, o cansaço e a falta de sono podem fazê-lo perder a paciência. Mas lembre: essa é a única forma de expressão do pequeno. Se você perceber que está irritada demais, peça ajuda a alguém, tente sentar, respirar fundo e se acalmar. Tudo vai dar certo. Mesmo porque, a partir dos quatro meses, a tendência é que o pequeno chore menos.

2. O que posso fazer para aliviar as cólicas?
A cólica é um fantasma que habita o inconsciente coletivo das mães, já que ela realmente pode tornar a vida dos pais um tanto angustiante nas primeiras semanas de vida da criança. Mas não perca as estribeiras. As cólicas são normais. Fazem parte do amadurecimento natural do sistema digestivo do pequeno. E não adianta medicar ou dar produtos naturais. Isso pode ser até perigoso, causando intoxicações. O melhor remédio é o leite materno. Aquecer a barriga, aconchegar o bebê e deixá-lo na posição fetal também são medidas que ajudam a contornar a situação. Agora, é preciso saber se a cólica é mesmo o motivo da choradeira. A confusão é bastante comum. Choro de cólica é aquele mais intenso, que começa e termina de forma repentina.

3. Posso dar água ou chá para meu bebê?
De preferência, não. O leite materno nutre, hidrata e acalma, suprindo todas as necessidades da criança. Quando a mãe dá chá ou água, o pequeno deixa de tomar o leite materno e ingere quantidades menores de proteínas e calorias necessárias para o seu desenvolvimento. Sem falar que a maioria dos chás contém estimulantes que deixam o bebê agitado. Se forem servidos com açúcar, pior ainda. Os grãos podem fermentar e causar cólicas. Além disso, há o risco da chamada confusão de bicos, que faz com que a criança largue o peito da mãe sem necessidade e adote a mamadeira.

4. Qual o jeito certo de segurá-lo?
É normal: carregar um recém-nascido dá aflição. Até mesmo para a mãe. Afinal, segurar no colo alguém tão pequenino e flexível requer bastante cuidado – mas nada que você não tire de letra nos primeiros dias. Como a musculatura do pescoço é pouco desenvolvida, é preciso apoiar bem a cabeça e as costas do bebê. A melhor maneira de fazer isso é encaixar a cabeça na dobra do cotovelo e as costas no antebraço. Importante: nunca faça movimentos bruscos e preste atenção para não pressionar demais, ou bater, a parte superior da cabeça da criança, também chamada moleira, já que os ossos do crânio ainda não estão totalmente formados.

5. Qual o melhor horário para dar o banho?
Não existe regra. Em geral, as mães preferem dar à noite para acalmar a criança antes do sono, além de contar com a ajuda do marido. Mas o critério é pessoal. Pode ser em qualquer horário. O mais importante é verificar a temperatura da água com a parte sensível do seu braço, ou com o punho. Se estiver morna, coloque o bebê ali sem receio. Não há necessidade de termômetro. Mas, caso queira usá-lo, veja se marca algo entre 36 e 37 ºC. Ao entrar na água, ele chora? Não se culpe por isso. É normal esse tipo de coisa acontecer. Os pequenos se assustam nessa hora por insegurança. Para contornar a situação, enrole-o em uma fralda de pano em posição fetal. Isso lhe trará o conforto e a segurança de que tanto necessita. Depois, vá soltando a criança ao poucos, até ela se acostumar.

6. Em que posição devo colocá-lo para dormir?
De barriga para cima, e sem neura. Os estudos mais recentes mostram isso. Fique tranquila se o leite voltar. Seu pequeno terá reflexos para se defender. Ainda assim, é muito importante só deitá-lo depois de arrotar. Se a criança regurgita demais, é possível usar suportes triangulares para mantê-la deitada de lado, sempre com travesseiro do tipo antissufocamento. Em caso de refluxo, além do acompanhamento médico, procure inclinar a base do berço o máximo que der. Só não passe dos 45 graus.


7. É normal fazer cocô muitas vezes num único dia?
No começo, o bebê evacua a cada mamada. Como ele só se alimenta de leite, é absolutamente normal que as fezes sejam pastosas. Em alguns casos, podem até ser líquidas com gruminhos. Por isso, não precisa se preocupar: ele não está com diarreia. A cor também é bastante característica: amarelo-ouro.


8. Tudo bem se ele ficar muitos dias sem fazer cocô?
O recém-nascido pode ficar até dois dias sem evacuar. Isso não é comum, principalmente em crianças que mamam no peito, mas pode acontecer. Uma dica é estimular o ânus do bebê com uma gaze enrolada no dedo. Em geral, só de tocar superficialmente a região, o pequeno já consegue fazer cocô. Se o problema persistir, procure um pediatra.

9. O bebê precisa arrotar toda vez que mama?
Ele não precisa necessariamente arrotar, mas o ritual do colo é fundamental e tem de ser repetido depois de cada mamada. Deixe a criança em posição vertical deitada de barriga sobre seu tórax e dê tapinhas muito sutis nas costas. Ela deve arrotar logo. Agora, se não ouvir a eructação (sim, esse é o nome) após 15 minutos, pode deitá-la sem medo. O arroto é importante porque o bebê engole ar enquanto suga o leite e precisa colocá-lo para fora. Caso contrário, vai ficar incomodado e até regurgitar.

10. Posso sair pra passear com ele?
Sim, desde que siga algumas regras básicas. A primeira delas, muitas vezes esquecida, é colocar a criança sempre na cadeirinha própria para transporte em automóveis. Outra: fuja de locais fechados e aglomerações, mesmo que seja na casa dos avôs. Um simples resfriado pode ter consequências mais sérias em um recém-nascido. O frio e o vento também podem ser bastante nocivos para o bebê. Procure agasalhar principalmente a cabeça dele. Mas sem exageros. Calor demais faz mal.

11. Será que ele está com frio? Devo caprichar nos agasalhos?
O excesso de roupa pode causar até febre ou desidratação no bebê. Fique atenta a isso. A sensação de frio do recém-nascido não é muita diferente da sua. Enrolá-lo em duas cobertas numa tarde quente de primavera seria uma decisão errada. Se a temperatura for de 30 °C, pode deixá-lo com uma camiseta de manga curta e tecido fino.

12. As visitas podem carregar o bebê?
Podem, mas nada de beijo. Exija também que todos lavem as mãos. E gente espirrando nem deve passar perto do pequeno – o melhor é aparecer outro dia. É que nessa fase as defesas das crianças, principalmente contra os famigerados vírus, ainda estão em desenvolvimento. Outra coisa importante: não permita tumultos em casa ou a peregrinação de colos. Tanto você como o bebê precisam de tranquilidade. Aliás, as visitas devem permanecer na sala e não no quarto do bebê. Se alguém insistir em vê-lo dormindo no berço, permita apenas uma pessoa por vez. A presença de muitas pessoas pode estressá-lo.

13. Preciso acordá-lo de três em três horas para mamar?
Quem decide a hora de mamar é a criança. Dê o peito a ela sempre que quiser. Em geral, isso deve acontecer sete ou oito vezes ao dia, o que significa uma mamada a cada três horas. Mas podem ser dez ou seis, e tudo bem! Não existe regra. Agora, se você tem um filhote muito dorminhoco, uma dica é aproveitar as trocas de fralda, que devem acontecer a cada quatro horas no máximo, para oferecer o peito.

14. Será que ele tem refluxo?
O refluxo é a exceção, e não a regra. Ele só se caracteriza quando a criança perde peso mesmo mamando. Daí a importância do acompanhamento médico. Mas a regurgitação é normal. É um fenômeno que acontece por causa da imaturidade da válvula que controla a passagem do leite no esôfago. Ou, então, porque o bebê mamou mais leite do que seu estômago comporta. Seja como for, não se desespere cada vez que o líquido voltar. Procure apenas fazê-lo arrotar após as mamadas e, se ele é desses que expelem golfadas em forma de jatos, procure inclinar a base do berço.

15. E se meu leite for fraco?
Não existe leite fraco ou forte. A mãe produz todos os nutrientes necessários para seu filho. O que acontece é que a composição do líquido varia. Assim, as quantidades de proteínas e gorduras mudam de uma mamada para outra ou até durante uma mesma mamada. Por isso, é fundamental que o pequeno esvazie os dois peitos por completo – e que você esteja a postos para oferecê-los sempre que ele quiser. Além de ter a certeza de que a criança está bem nutrida, isso vai ajudar você a voltar à forma mais rapidamente. É que o hormônio responsável pela reposição de leite é o mesmo que estimula a contração do abdômen.

16. O que faço para o bebê conseguir mamar?
Amamentar é uma tarefa que exige orientação. Não ache que você vai conseguir dar o peito com facilidade para seu primeiro filho sem receber alguma instrução. Nessa hora, avós, enfermeiras e até médicos se tornam tutores. No passado, a mulher recebia todas as referências em casa. Hoje em dia, as famílias estão mais dispersas e menos participantes. Por isso, fique alerta. Existem técnicas para tornar os mamilos mais propensos à amamentação, inclusive para evitar rachaduras. Agora, se o bebê demorar para pegar o peito e começar a chorar, não se desespere. E, principalmente, não desista do aleitamento. Vale a pena ter paciência e insistir.
17. Posso mexer no umbigo do meu filho?
Não só pode como deve. Ignore qualquer um que fale o contrário. Com o tempo, essa cartilagem vai secar e cair. Mas é preciso limpá-la para evitar contaminações. E isso não causa dor na criança. Portanto, faça o curativo sempre, de preferência após o banho. Sair sangue também é comum, não se preocupe. Use cotonete com álcool 70%, contornando o umbigo com delicadeza e sempre em um único sentido – no sentido horário, por exemplo. Ele vai cair entre sete e 14 dias.

18. Posso comer qualquer coisa ao amamentar?
O ideal é seguir uma dieta saudável, rica em frutas, legumes, verduras e grãos integrais. Água também é muito importante. Procure beber de 1 litro e meio a 2 litros além do que você já consome – tenha sempre uma garrafinha por perto e tome mesmo sem ter vontade. A água é essencial para a formação do leite. Temperos mais fortes, como alho e pimenta, são contraindicados. Eles alteram o gosto do leite e isso pode ter reflexos na amamentação. Chocolate, café, erva-mate e outros alimentos do gênero também devem ser evitados. A cafeína agita a criança e atrapalha o sono. Por fim, evite exagerar no leite de vaca, que pode induzir a uma intolerância da criança à proteína desse alimento.

Paulo de Jesus Hartmann Nader, presidente nacional do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), e Mario Cícero Falcão, médico encarregado da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Fonte: Bêbe. Abril

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Aprenda a fazer uma massagem em seu bebê

Ao massagear ou simplesmente tocar o bebê, a mãe pode transmitir segurança, tranqüilidade e colaborar para seu desenvolvimento sensório-motor. A criança começa a perceber as reações do próprio corpo, sente-se mais confortável, relaxada e reduz o choro, entre outros benefícios
Abaixo temos um vídeo que ensina como fazer uma massagem relaxante no bebê.

 

Em Cristo. 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Obesidade provoca problemas ósseos


Obesidade na infância é um assunto amplamente discutido. Alguns males são bem conhecidos por todos, entre os quais diabetes e problemas cardíacos. Mas há problemas ligados ao excesso de peso que são poucos comentados. Uma criança com sobrepeso, não precisa ser necessariamente obesa, fica mais exposta a riscos no sistema musculoesquelético.

Para que fique claro. O sobrepeso e a obesidade podem aumentar o risco da criança ter artrose no futuro. No desenvolvimento de uma criança é normal quando as perninhas dos bebês ficam arqueadas, chamadas de geno varo. Aos dois anos, a tendência é o contrário.

O eixo dos joelhos se volta para dentro (geno valgo). Alguns anos mais tarde as pernas se alinham adequadamente e assim seguem para a idade adulta. Esse processo pode não ocorrer harmonicamente quando a criança está com um peso acima do que é considerado adequado para a sua idade. Ao caminhar, uma criança gordinha afasta as pernas fazendo com que a postura de geno valgo se defina para a idade adulta. Isso causa dores e prejudica as articulações.

A osteocondrite (inflamação do osso e da cartilagem do calcanhar) é outro dano causado pela obesidade. Os sintomas são dores. Dependendo dos casos, a criança chega a mancar.

Cifose e lordose também podem ser alterações causadas por um ganho excessivo de peso na infância. O pior de tudo é que muitas atividades físicas não podem ser realizadas por crianças que tenham as alterações musculoesqueléticas que são causadas pelo sobrepeso.

E aí mora o perigo: criança acima do peso precisa praticar atividade física para perder peso, mas não pode porque o sobrepeso lhe causou danos que impedem de praticá-las e o peso continua a subir causando mais prejuízos. Só para se ter uma ideia de como é grande a preocupação dos pediatras, cardiologistas e ortopedistas no Brasil já são 33,5% das crianças de 5 a 9 anos que apresentam sobrepeso e 14,3% já são obesas.

Cuidados especiais: Pequenos costumes criados desde bebê podem prevenir doenças e alterações causadas pela obesidade infantil. Uma receita infalível para uma vida saudável: alimentação rica em frutas, legumes e verduras, em vez biscoitos e refrigerantes.

As refeições feitas em família e a mesa sem televisão são atitudes dos pais em relação aos seus filhos que permitirão um desenvolvimento saudável e com menores riscos de doenças


Outra: tempo limitado para televisão e videogame com maiores períodos de brincadeiras em casa, no parquinho, praia ou parques. É bem verdade que a violência inibe a presença de crianças brincando nas ruas. Hoje dificilmente você vê uma criança andando sozinha de bicicleta. Mas existem outras formas de fazer com que o pequenino queime calorias e se divirta.
Deus nos abençoe.
Fonte: Guia do Bebê.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Inverno: como cuidar da pele do bebê


Todo mundo sabe que pele de bebê é sensível e precisa de cuidados especiais. A grande dúvida das mães é saber o produto certo para usar, especialmente no inverno, quando a pele tende a ficar mais ressecada.
Segundo a Dra. Silvia Zimbres, dermatologista da Doux Dermatologia, os problemas de pele são bem comuns nessa idade e a maioria desses inconvenientes são fáceis de evitar com cuidados adequados no dia a dia.
O problema de pele mais comum no inverno é a xerose, ou seja, o ressecamento da pele. “Bebês e crianças podem ter crises da chamada dermatite atópica, que se manifesta por placas vermelhas e que coçam bastante, em qualquer parte do corpo ou localizadas nas dobras do pescoço, joelhos e cotovelos”, diz a Dra. Silvia.
Os cuidados com o banho são fundamentais. A dermatologista recomenda evitar banhos muito quentes e demorados, evitar o uso de sabonetes antissépticos e o uso de esponjas ou buchas vegetais. “O ideal é dar preferência para sabonetes cremosos, lavando principalmente axilas, genitais e pés, sendo que as outras áreas devem ser lavadas apenas com a espuma de outros locais do corpo”, ensina ela.
Se a criança fizer natação, é importante tirar o cloro do corpo o mais rápido possível. Outra dica é preferir roupas 100% algodão e nunca deixar de usá-las sob malhas de lã ou sintéticas, para evitar coceira e irritação da pele.
Para evitar o ressecamento da pele, algumas crianças precisam ainda usar emolientes após o banho, especialmente os atópicos e os de pele muito seca. “Muitos bebês de poucos meses já precisam de hidratantes. O importante é usar um específico para crianças, para evitar ardência ou até mesmo irritação pelo produto”, explica a médica. Ela lembra que para bebês e crianças atópicas a uréia, principalmente acima de 5%, deve ser evitada. “Nesses casos, a orientação do dermatologista é fundamental, especialmente em casos de dermatite atópica, que pode ser grave e pode necessitar inclusive de medicação via oral para tratamento”.
Por Paula R. F. Dabus 
No amor de Cristo.
Fonte: Guia do Bebê. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Previna as Doenças Respiratórias do Seu Bebê em Casa



Você sabia que mesmo sem sair de casa seu bebê pode inspirar até 50 bilhões de partículas de sujeira por hora? A poeira doméstica é um dos mais importantes alérgenos. É constituída por material orgânico e inorgânico presentes no ambiente como ácaros (o mais agressivo). O mais importante é saber realizar a higiene ambiental principalmente em objetos que acumulam muita poeira, tais como cortinas e bichinhos de pelúcia.

Apesar das terapias disponíveis aliviarem os sintomas, o melhor caminho ainda é a prevenção. “Pesquisadores do mundo todo têm demonstrado a importância da higiene ambiental para o controle das alergias e doenças respiratórias. 

Para se livrar dos espirros, coriza, coceira no nariz ou ficar distante de qualquer alergia ou problema respiratório, a seguir estão algumas dicas importantes para a limpeza adequada do lar:

. Os inimigos: vassouras e espanadores
Eles acabam levantando a poeira e espalhando os resíduos por todo o ambiente. Recorra ao aspirador de pó. Este deve ser o principal utensílio doméstico, por conta de seu poder de filtragem capaz de retirar eficazmente toda a poeira. Prefira os aspiradores com filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air Filter), que retém até 99,5% das impurezas do ar e ainda impede a devolução do pó ao ambiente. Já existem no mercado nacional aspiradores com esse benefício;



. Cuide das roupinhas
Antes de usar as que estão guardadas há muito tempo no armário, deixe-as expostas ao sol ou lave-as;



. Aspire mobiliários, pisos e até bichinhos de pelúcia
As utilizações dos aspiradores devem ser as mais variadas: além de pisos e carpetes, não deixe de aspirar cortinas, persianas, pisos frios, estofados e frestas semanalmente. Na ausência de um aspirador, recorra à lavagem. Os cantinhos da casa também não podem ser esquecidos;





. Areje a casa e o quarto do bebê
Estimule a circulação do ar, mantendo janelas e cortinas abertas o máximo de tempo possível e deixe entrar iluminação. Quanto mais arejada melhor, pois os ácaros “adoram” ambientes úmidos e escuros;

. Continue utilizando o famoso “pano úmido”
O pano úmido deve ser usado para a finalização da limpeza, garantindo a eliminação máxima do pó. Na hora da faxina, substitua os produtos de limpeza com forte odor por álcool.


Que Deus nos abençoe.

Por: Dr. Fábio Morato Castro, Alegorlogista do Hospital das Clínicas e professor da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo.